Competição
Liga Nacional
A IV Liga Nacional CBDA de Pólo Aquático, 10 de novembro a 18 de dezembro, no Rio de Janeiro e São Paulo, dá sequência à competição criada em 2008 para auxiliar no cumprimento da principal meta da entidade para o esporte neste ciclo olímpico: levar o pólo aquático brasileiro ao seu lugar de direito, disputando as grandes competições – Mundiais e Jogos Olímpicos - junto às forças da modalidade no mundo.
Nas três primeiras edições da Liga Nacional o Esporte Clube Pinheiros foi o campeão com o Fluminense em segundo lugar.
Onze clubes disputam o campeonato em 2011: Botafogo F.R, C.R Flamengo, Fluminense F.C, E.C Pinheiros, C. A. Paulistano, C. Paineiras do Morumby, SESI/SP, Clube Amazonense, Clube Náutico Cearense, Clube Curitibano e Associação de Polo Aquático/SC.
História
O polo aquático surgiu na Inglaterra, na metade do século 19 como uma versão aquática do rugby, mas há registros anteriores que o remonta ao clássico jogo de polo sobre cavalos. Os jogadores montavam em barris, simulando cavalos, e batiam na bola (uma espécie de bexiga) com tacos parecidos com remos.
A regra é clara... e desde 1870!
O jogo se espalhou para as colônias britânicas e a Associação de Natação de Londres organizou as primeiras regras em 1870. Na virada do século a modalidade já era tão popular na Europa e na América do Norte que foi incluída na segunda edição dos Jogos Olímpicos da era moderna, em Paris, em 1900, o que o caracterizou como o primeiro esporte coletivo no programa olímpico.
Curiosidades do polo brasileiro
O polo aquático foi um dos cinco esportes do Brasil na primeira participação do país nos Jogos Olímpicos, em Antuérpia / 1920. Um dos nossos atletas, Abrahão Saliture, aos 37 anos e com um defeito de infância no braço, participou de três das cinco modalidades que o Brasil se inscreveu: polo aquático, natação e remo. Saliture voltaria aos Jogos pela natação, em 1932, aos 49 anos.
O polo aquático brasileiro tem 12 medalhas na história dos Jogos pan-americanos (1) ouro, (5) prata e (4) bronze no masculino e (2) bronze no feminino). A modalidade teve uma estréia brilhante na primeira edição dos Jogos, em 1951, e ganhou a medalha de prata.
No time, um integrante que viria a ser uma celebridade no cenário esportivo internacional: João Havelange. No ano seguinte, 1952, ele também integrou o time que disputou os Jogos Olímpicos de Helsinque.
Nos dois Pan-Americanos seguintes, na Cidade do México (1955) e em Chicago (1959), a modalidade seria a única entre as aquáticas do Brasil a subir ao pódio, com a medalha de bronze nas duas ocasiões. Em 1963, competindo em casa, em São Paulo, o Brasil deu um show e conquistou sua única medalha de ouro pan-americana no esporte. Em 1967, nova conquista de prata.
Depois, o polo aquático brasileiro passaria por um período de “seca”, que durou quatro edições dos Jogos, de 1971 a 83, sem pódios na competição. O retorno ao grupo dos medalhistas das Américas aconteceu com o bronze em Indianápolis 87 e novamente em Havana 91. Em Mar del Plata 95 a seleção subiu um degrau conquistando a prata.
Feminino entra em cena
Já o polo aquático feminino entrou no calendário pan-americano recentemente, em Winnipeg 99. Logo em sua primeira participação, as brasileiras ficaram com a medalha de bronze, que seria repetida em Santo Domingo 2003. No masculino, o Brasil ficou sem medalhas em 99, mas ganhou a prata em 2003, repetindo o feito na segunda vez que a competição pousou no Brasil, no Pan Rio 2007. No Rio de Janeiro, o time feminino terminou na quarta posição.
Regras
Equipamento
Touca - Os jogadores usam toucas na cor de sua equipe e numeradas nos dois lados, sendo que os goleiros utilizam touca na cor vermelha. A numeração das toucas vai do 1 ao 13 e elas possuem protetores de plástico embutidos para as orelhas.
Bola - A bola de polo aquático é colorida, não pode ser revestida de nenhum material escorregadio e pesa entre 400 e 450 gramas. A circunferência é de no mínimo 68 cm e no máximo 71 cm em jogos masculinos e de 65 cm e no máximo 67 cm em partidas femininas.
Sungas e maiôs - Devem ser padronizados para todo o time e de material resistente.
Campo de Jogo
O campo na piscina em partida internacional deve medir 30x20m, com no mínimo 2 metros de profundidade. As traves do gol, posicionadas nos dois extremos do campo, devem medir 3 metros de largura e 90 cm de altura da borda inferior da trave até a linha d´água. Cones de diferentes cores são postos na extensão da piscina:
- Amarelo (marca dos 5 metros)
- Vermelho (marca dos 2 metros)
- Branco (linha de gol e de meio-campo)
O Jogo
Cada time inicia a partida com sete jogadores e ainda pode contar com outros seis no banco. As partidas têm quatro períodos ou ‘quartos’, de oito minutos de duração cada, com dois minutos de intervalo entre eles, com exceção daquele entre o 2º e 3º períodos, que é maior: cinco minutos. Em qualquer paralisação, o cronômetro é parado, a exemplo do basquete. Cada ataque tem 30 segundos de posse de bola. O gol é marcado quando a bola inteira passa pela linha do gol. Cada equipe tem direito a dois pedidos de tempo no jogo e + 1 na prorrogação, quando houver. Só poderá fazer pedidos, o técnico da equipe que estiver de posse de bola. As equipes somente trocam de lado e de banco na metade do jogo (ao fim do segundo quarto) ou no final do primeiro tempo da prorrogação, quando houver.
As substituições no polo são ilimitadas, assim como as faltas simples. Já nas faltas consideradas graves, incluindo a falta de pênalti, os jogadores serão eliminados da partida se cometerem a terceira, podendo ser substituído.
Dois árbitros controlam o jogo, auxiliados por dois juízes de gol (bandeirinhas), cada qual com uma bandeira branca e outra vermelha. Na mesa de controle ficam dois cronometristas e dois secretários da partida, que marcam tempo de jogo, de posse de bola, tempo de exclusão temporária de jogadores, registro da partida como autores dos gols, etc. O polo aquático requer não apenas boa natação, mas também muita visão tática e força.
OBS: A sinalização por apito do fim do período pelo cronometrista será válida de imediato, com exceção da marcação simultânea de um pênalti pelo árbitro do jogo, onde o tiro terá que ser cobrado. Ou no caso da bola estar em vôo e cruzar a linha de gol, o que o validará.