A II Liga CBDA Nacional de Pólo Aquático, 17 de outubro a 13 de dezembro, no Rio de Janeiro e São Paulo, dá sequência à competição criada em 2008 para auxiliar no cumprimento da principal meta da entidade para o esporte neste ciclo olímpico: levar o pólo aquático brasileiro ao seu lugar de direito, disputando as grandes competições – Mundiais e Jogos Olímpicos - junto às forças da modalidade no mundo.
Oito clubes disputarão o campeonato: Botafogo F.R, C.R Flamengo, Fluminense F.C, Tijuca T.C, C.R Guanabara, E.C Pinheiros, C. A. Paulistano e C. Paineiras do Morumby.
A Liga Nacional se junta a outras ações criadas para alavancar o esporte e que já começam a mostrar os resultados, como a criação da I Clínica Virtual de Pólo Aquático, lançada em junho deste ano e que já conta com 1.100 participantes, de 173 municípios.
Futebol, rugby ou pólo com cavalos?
Nenhum dos três! O pólo aquático surgiu na Inglaterra, na metade do século 19 como uma versão aquática do rugby, mas há registros anteriores que o remonta ao clássico jogo de pólo sobre cavalos. Os jogadores montavam em barris, simulando cavalos, e batiam na bola (uma espécie de bexiga) com tacos parecidos com remos.
A regra é clara... e desde 1870!
O jogo se espalhou para as colônias britânicas e a Associação de Natação de Londres organizou as primeiras regras em 1870. Na virada do século a modalidade já era tão popular na Europa e na América do Norte que foi incluída na segunda edição dos Jogos Olímpicos da era moderna, em Paris, em 1900, o que o caracterizou como o primeiro esporte coletivo no programa olímpico.
Curiosidades do pólo brasileiro
O pólo aquático foi um dos cinco esportes do Brasil na primeira participação do país nos Jogos Olímpicos, em Antuérpia / 1920. Um dos nossos atletas, Abrahão Saliture, aos 37 anos e com um defeito de infância no braço, participou de três das cinco modalidades que o Brasil se inscreveu: pólo aquático, natação e remo. Saliture voltaria aos Jogos pela natação, em 1932, aos 49 anos.
O pólo aquático brasileiro tem 12 medalhas na história dos Jogos pan-americanos (1 de ouro, 5 de prata e 4 de bronze no masculino e duas de bronze no feminino). A modalidade teve uma estréia brilhante na primeira edição dos Jogos, em 1951, e ganhou a medalha de prata.
No time, um integrante que viria a ser uma celebridade no cenário esportivo internacional: João Havelange. No ano seguinte, 1952, ele também integrou o time que disputou os Jogos Olímpicos de Helsinque.
Nos dois Pan-Americanos seguintes, na Cidade do México (1955) e em Chicago (1959), a modalidade seria a única entre as aquáticas do Brasil a subir ao pódio, com a medalha de bronze nas duas ocasiões. Em 1963, competindo em casa, em São Paulo, o Brasil deu um show e conquistou sua única medalha de ouro pan-americana no esporte. Em 1967, nova conquista de prata.
Depois, o pólo aquático brasileiro passaria por um período de “seca”, que durou quatro edições dos Jogos, de 1971 a 83, sem pódios na competição. O retorno ao grupo dos medalhistas das Américas aconteceu com o bronze em Indianápolis 87. Em Havana 91, o time masculino brasileiro repetiu o bronze e subiu um degrau com a prata em Mar del Plata 95.
Feminino entra em cena - Já o pólo aquático feminino entrou no calendário pan-americano recentemente, em Winnipeg 99. Logo em sua primeira participação, as brasileiras ficaram com a medalha de bronze, que seria repetida em Santo Domingo 2003. No masculino, o Brasil ficou sem medalhas em 99, mas ganhou a prata em 2003, repetindo o feito na segunda vez que a competição pousou no Brasil, no Pan Rio 2007. No Rio de Janeiro, o time feminino terminou na quarta posição.
| 1 | André Raposo (Quito) | 33 |
| 2 | Daniel Mameri | 31 |
| 3 | Marcelo Franco | 29 |
| 4 | Gabriel Reis Lopes Rocha | 22 |
| 5 | Rhys Howden | 21 |
| 6 | Gustavo Coutinho (Gu) | 19 |
| 7 | Juan Delgadillo | 18 |
| 8 | Jonas Crivella | 17 |
| 9 | Lucas Santos Carlos | 17 |
| 10 | Marcelo Torres | 17 |