Tony e Terpenka se destacam no fim da Liga
Rio de Janeiro/RJ – Um é jogador e outro árbitro de polo aquático. Ambos vieram de fora e residem em países diferentes de onde nasceram. Participaram da IV Liga Nacional Correios-Bradesco de Polo Aquático e já anteciparam que querem voltar. Antony Azevedo (Tony Azevedo), e Doriel Terpenka foram alguns dos estrangeiros presentes à maior competição de polo do Brasil e sem dúvida, se destacaram no que se prontificaram a fazer.
Um dos principais atacantes do mundo e hoje atuando na Itália, Tony Azevedo, de 30 anos, nasceu no Rio de Janeiro, mas com um mês já estava morando nos Estados Unidos, país pelo qual compete. Seu pai, Ricardo Azevedo, jogou pela seleção brasileira de polo e fez a vida nos EUA, onde foi técnico das seleções adulta e junior. Atualmente dirige o selecionado chinês. Bicampeão dos Jogos Pan-Americanos e artilheiro da edição de 2007, em sua cidade natal, Tony chegou na metade da Liga, o suficiente para balançar as redes em 24 oportunidades, incluindo duas vezes na decisão.
- Me senti muito bem jogando no Brasil e estou muito feliz porque ganhei na minha estreia no país. Acho que esse campeonato pode ser muito grande e forte. Observei que o Brasil tem jogadores muito bons. O que falta é volume de jogos de alto nível. Espero voltar, disputar outras temporadas. Seria mais proveitoso se a competição fosse um pouco maior – concluiu Tony, que já arranha o português. Em 2007, mal balbuciava algumas palavras
Já Terpenka é sérvio de nascimento e canadense por adoção. Mas se continuar a vir ao Brasil é capaz de virar brasileiro. Ele adorou trabalhar aqui e já se adaptou aos nossos costumes. Na festa de encerramento da arbitragem, esboçou sambar e curtiu nossas caipirinhas. Terpenka atuou com segurança nas duas rodadas semifinais e na decisão Fluminense x Pinheiros e contou suas impressões.
- Gostei dos jogos. Fiquei impressionado com o jovem time do Sesi, que conta com jogadores talentosos que merecem atenção. Na decisão, vi bons jogadores como Felipe Silva e o cubano Ives González, do Pinheiros, e pelo Fluminense, Cesar Queiroz, Marcelo Chagas, Gabriel Reis e o Kiko Perrone, que conhecia da seleção espanhola e não sabia que voltara a jogar no Brasil. Sem falar no Tony, que dispensa comentários. O Fluminense dominou os homens a mais e demonstrou estar melhor condicionado. O título foi merecido – disse Terpenka.
A Liga Nacional de Polo Aquático conta com recurso dos Correios - Patrocinador Oficial dos Desportos Aquáticos Brasileiros - e ainda do Bradesco/Lei de Incentivo Fiscal, Lei Agnelo/Piva - Governo Federal, Speedo e Sadia
Por Eliana Alves / Souza Santos / Mariana de Sá